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Crowdfunding

capa_PPL

Está neste momento a decorrer uma campanha de Crowdfunding criada por nós para podermos adquirir um mini-trator (http://ppl.com.pt/pt/prj/casal-hortelao).

Ao fim de quatro anos a contar apenas com uma moto-enxada para preparar o solo, que para além de ser fisicamente duro, nunca deixa o solo com as condições ideais para as plantações e transplantações que fazemos. Um mini-trator vai revolucionar o nosso calendário, uma vez que vai ser simples e rápido preparar as camas elevadas para onde vão as plantas assim que estejam prontas, sem perderem o seu ritmo de crescimento ideal.

Resolvemos assim recorrer ao financiamento directo pelo nossos familiares, amigos, clientes e seguidores, pedindo pequenas contribuições para atingirmos o objetivo de juntar o suficiente para o mini-trator e com isso dar um salto de gigante na nossa produção.

A todos os que nos puderem apoiar. MUITO OBRIGADO!!!!

Podem ver aqui o pequeno filme que fizemos para a campanha

Ano internacional do Solo

Este ano as Nações Unidas celebram o Ano internacional do Solo, para chamar a atenção para a importância que têm os solos e da urgência de os proteger das graves agressões que têm sofrido nas últimas décadas.

Vamos aproveitar o mote para nos dedicarmos um pouco a este assunto, estudar melhor o solo que temos, compreender o estado em que se encontra actualmente (uma vez que já não fazemos análises há algum tempo), e como o podemos melhorar correctamente (em termos de fertilidade e estrutura). O solo é o motor da Agricultura Biológica, e um bom solo produz culturas com maior rendimento, mais saudáveis, mais resistentes a pragas e doenças e com o ritmo de desenvolvimento certo. Na nossa busca por mais informação encontramos este livro que agora andamos a estudar “Building soils for better crops” (http://www.sare.org/Learning-Center/Books/Building-Soils-for-Better-Crops-3rd-Edition), quando terminarmos falamos mais sobre ele.

Deixamos aqui um documentário, que nos inspirou já no inicio deste ano, sobre a temática do solo e das sementes “Soluções locais para uma desordem global”.

ervas daninhas

Descobrimos a primeira tarefa que não nos agrada nada executar, a semana passada ocorreu na nossa horta a primeira limpeza de ervas daninhas na nossa história. É um trabalho custoso, é demorado, que exige concentração (para não acertar nas couves nem nas alfaces), é cansativo e dá dores nas costas, e acima de tudo desanima pensar que em menos de tempo nenhum elas (as ervas daninhas) vão voltar. No entanto é compensador olhar para trás e ver as filas limpas, e só se ver as culturas que estão plantadas.

Temos que começar a pensar e a testar diferentes coberturas de solo, para tornar o trabalho de controlar as ervas daninhas, mais leve e esporádico.

Ficam aqui duas fotos para verem a diferença.

somos fãs de tractores

tractor_1

Há duas semanas descobrimos uma máquina fantástica, o tractor. É uma maravilha ver esta máquina a trabalhar, enquanto o tractor andou às voltas no nosso terreno, não conseguimos fazer mais nada, senão ver a nossa horta a ficar completamente plana. De um momento para o outro o nosso meio hectare parece enorme, e já conseguimos começar a ver as coisas tomarem forma, já conseguimos imaginar a disposição da horta.

No dia em que decorreu a operação estava um calor brutal, e o tractorista (que é nosso vizinho, e também é produtor), trabalhou bem mas não conseguiu limpar o terreno todo, e agora com este clima incerto estamos a ter dificuldades em conseguir ter o terreno seco para ele lá voltar. É outra coisa que temos que nos começar a habituar, o clima é que manda.

Horta e visita técnica

a_horta

garrafoes

DSC_0651

Este é o aspecto das nossas culturas caseiras de momento. Tem chovido e tem feito sol, e a salsa, a rúcola e o cebolo estão verdes e viçosos – mas já são da época passada e a rúcola está a ganhar um gosto picante que não é tão agradável como antes em saladas. Mas pode ainda ser usada para fazer pesto: azeite, folhas de rúcula, nozes, queijo, tudo passado no processador.

Quanto às sementeiras mais recentes, temos o tomate, o manjericão e a camomila já germinados nos garrafões em casa, e o aipo a despontar também. Na rua, nos caixotes, os únicos que já saíram da terra foram os rabanetes (podem vê-los na última foto) – tal como no ano passado foram os primeiros, apesar de este ano terem ido muito mais cedo para a terra.

Entretanto já tivemos a visita de um técnico que nos vai acompanhar neste primeiro ano de instalação no nosso terreno. Para além de recolher amostras de solo para analisar, identificámos algumas plantas espontâneas benéficas, outras bastante indicadoras do tipo de solo com que vamos ter de trabalhar – mas isso fica para outro post. Para já sabemos que o nosso solo retém bastante a água e é sem dúvida argiloso (se pegarmos num pedaço de terra humedecida conseguimos formar um rolo e depois uma argola sem a quebrar). Mas também é escuro, o que pode indicar que terá algum teor de matéria orgânica, que pode estar bem ou mal decomposta. Aguardamos o resultado das análises para sabermos que correcções (se for demasiado alcalino/calcário ou demasiado ácido) teremos de fazer, e que culturas melhor se adequarão a este solo.

Ficámos também com uma lista de plantas indicadas para fazer sebe, adaptadas ao clima mediterrâneo, e que vamos estudar para ver as que se adequam melhor ao nosso espaço. O terreno está orientado a sul, o que é bom, mas está sujeito a ventos de norte e noroeste. Deveremos optar por árvores ou arbustos de folha perene nestas vertentes e poderemos plantar também algumas de folha caduca para as vertentes a sul e a leste. O terreno já tem uma sebe desenvolvida composta por uma planta do género Pittosporum, e que temos andado a limpar porque anos de abandono tornaram-nas demasiado frágeis e sensíveis à força do vento. Posso dizer que as pequenas flores brancas que agora as cobrem têm uma azáfama de abelhões à volta delas por estes dias.

Na lista de tarefas, enquanto não temos o terreno certificado e enquanto a terra ainda está demasiado molhada para entrarem máquinas, constam limpar as valas de drenagem existentes, retirar o máximo de plásticos e pedras que ainda se encontram por todo o lado e… encontrar um rebanho de cabras ou ovelhas disposto a passar uns dias a limpar aquela verdura toda.

minhocas

Quando se está no inicio as coisas parece que não andam, que demoram séculos a serem feitas, e as semanas passam a correr sem que pareça que algo foi feito. Na verdade não é bem assim, e temos as coisas mesmo mesmo prontas a arrancar.

Já andamos à procura de terra onde assentar o nosso modo de vida há algum tempo, e as coisas estão mais ou menos bem encaminhadas. Encontrámos um bom pedaço, entrámos em conversações com o proprietário, recolhemos informações junto de organismos de certificação e controlo, e também para acompanhamento técnico (sim, porque na verdade não sabemos nada disto), e até já recolhemos solo para amostras.

Não há melhor indicador para um bom solo do que a presença de organismos vivos a circular à vontade, fartámos-nos de encontrar minhocas, e com um aspecto bastante saudáveis.

minhoca