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Horta e visita técnica

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Este é o aspecto das nossas culturas caseiras de momento. Tem chovido e tem feito sol, e a salsa, a rúcola e o cebolo estão verdes e viçosos – mas já são da época passada e a rúcola está a ganhar um gosto picante que não é tão agradável como antes em saladas. Mas pode ainda ser usada para fazer pesto: azeite, folhas de rúcula, nozes, queijo, tudo passado no processador.

Quanto às sementeiras mais recentes, temos o tomate, o manjericão e a camomila já germinados nos garrafões em casa, e o aipo a despontar também. Na rua, nos caixotes, os únicos que já saíram da terra foram os rabanetes (podem vê-los na última foto) – tal como no ano passado foram os primeiros, apesar de este ano terem ido muito mais cedo para a terra.

Entretanto já tivemos a visita de um técnico que nos vai acompanhar neste primeiro ano de instalação no nosso terreno. Para além de recolher amostras de solo para analisar, identificámos algumas plantas espontâneas benéficas, outras bastante indicadoras do tipo de solo com que vamos ter de trabalhar – mas isso fica para outro post. Para já sabemos que o nosso solo retém bastante a água e é sem dúvida argiloso (se pegarmos num pedaço de terra humedecida conseguimos formar um rolo e depois uma argola sem a quebrar). Mas também é escuro, o que pode indicar que terá algum teor de matéria orgânica, que pode estar bem ou mal decomposta. Aguardamos o resultado das análises para sabermos que correcções (se for demasiado alcalino/calcário ou demasiado ácido) teremos de fazer, e que culturas melhor se adequarão a este solo.

Ficámos também com uma lista de plantas indicadas para fazer sebe, adaptadas ao clima mediterrâneo, e que vamos estudar para ver as que se adequam melhor ao nosso espaço. O terreno está orientado a sul, o que é bom, mas está sujeito a ventos de norte e noroeste. Deveremos optar por árvores ou arbustos de folha perene nestas vertentes e poderemos plantar também algumas de folha caduca para as vertentes a sul e a leste. O terreno já tem uma sebe desenvolvida composta por uma planta do género Pittosporum, e que temos andado a limpar porque anos de abandono tornaram-nas demasiado frágeis e sensíveis à força do vento. Posso dizer que as pequenas flores brancas que agora as cobrem têm uma azáfama de abelhões à volta delas por estes dias.

Na lista de tarefas, enquanto não temos o terreno certificado e enquanto a terra ainda está demasiado molhada para entrarem máquinas, constam limpar as valas de drenagem existentes, retirar o máximo de plásticos e pedras que ainda se encontram por todo o lado e… encontrar um rebanho de cabras ou ovelhas disposto a passar uns dias a limpar aquela verdura toda.