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Crowdfunding

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Está neste momento a decorrer uma campanha de Crowdfunding criada por nós para podermos adquirir um mini-trator (http://ppl.com.pt/pt/prj/casal-hortelao).

Ao fim de quatro anos a contar apenas com uma moto-enxada para preparar o solo, que para além de ser fisicamente duro, nunca deixa o solo com as condições ideais para as plantações e transplantações que fazemos. Um mini-trator vai revolucionar o nosso calendário, uma vez que vai ser simples e rápido preparar as camas elevadas para onde vão as plantas assim que estejam prontas, sem perderem o seu ritmo de crescimento ideal.

Resolvemos assim recorrer ao financiamento directo pelo nossos familiares, amigos, clientes e seguidores, pedindo pequenas contribuições para atingirmos o objetivo de juntar o suficiente para o mini-trator e com isso dar um salto de gigante na nossa produção.

A todos os que nos puderem apoiar. MUITO OBRIGADO!!!!

Podem ver aqui o pequeno filme que fizemos para a campanha

Ferramentas novas!

Ao longo dos anos temos vindo a aprender que trabalhar com as ferramentas certas faz toda a diferença, não apenas no que diz respeito ao esforço e à eficiência do trabalho mas também na forma como o solo fica depois de o trabalharmos. Começámos com o básico – a enxada – e usámo-la para tudo. Abrir regos, amontoar, limpar ervas, montar camalhões… Rapidamente percebemos que o esforço era demasiado e o trabalho não ficava bem feito. Com um pouco de pesquisa online descobrimos uma ferramenta “mágica” que é jà utilizada nos EUA e no Canadá em pequenas quintas familiares, de pequena escala altamente produtivas, como nós queremos ser um dia – a broadfork. Agora até nos parece algo comum mas para nós foi uma descoberta que ajudou a mudar um pouco a forma como preparamos o solo e até como organizamos a nossa horta em blocos. Esta ferramenta não é mais que uma forquilha cavadora de dois braços e com a largura ajustada à dos nossos camalhões. É muito robusta e perfeita para o nosso solo pesado. O que ela nos permite fazer é arejar a 30cm os camalhões com uma única passagem, permitindo melhorar a drenagem e facilitar o trabalho da motoenxada que vem a seguir incorporar o composto. E outra vantagem é não forçarmos as costas porque trabalhamos direitos – trabalhamos isso sim os braços e as pernas. Win-win!

Broadfork

Podem ver a broadfork em ação na nossa estufa neste pequeno video:

Outra ferramenta que adotàmos foi uma espécie de marcador/plantador de alho francês. Basicamente usamo-la para fazer furos equidistantes e com a profundidade de 20cm. Depois é só enfiar as plantas e deixà-las enraizar, já com uma boa profundidade para branqueamento. Só amontoamos mais tarde, durante a monda das ervas daninhas. Funciona bem em solo húmido porque em solo seco os torrões caem para o interior dos buracos dificultando a entrada da planta.

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Tanto esta ferramenta como a broadfork tivemos de mandar fazer num serralheiro local, que amavelmente seguiu os nossos desenhos e fez os ajustes necessários para aumentar a resistência e peso. Infelizmente não encontrámos cá à venda e encomendar dos EUA ou Canadá era incomportável.

Finalmente, esta ultima ferramenta é genial na sua simplicidade – uma lâmina para limpar ervas daninhas ainda pouco desenvolvidas entre culturas como alfaces, espinafres, etc. Infelizmente não há com várias  larguras à escolha e acabamos por ajustar o espaçamento de plantação para estas culturas de forma a podermos passar a ferramenta entre elas. Mais uma vez o solo tem de estar em condições particulares para o fazermos (muito molhado e a lâmina fica cheia de terra colada, muito seca e a lâmina não entra os 3-5cm necessários para cortar as raízes das ervas).

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Telas, redes e mantas

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Este ano decidimos apostar em barreiras físicas para protecção das culturas – não só protecção contra pragas, mas também contra ervas e contra condições climatéricas menos favoráveis. Ao longo de três anos de actividade, com muita experimentação pelo caminho, chegámos à conclusão que alguma da produtividade perdida na nossa horta se devia por um lado a perdas por ataque de pragas, e por outro ao tempo perdido com limpeza de ervas daninhas que assim não era canalizado para a produção e manutenção apropriada das culturas. Agora óbvias para nós, as barreiras físicas serão uma forma eficaz de resolver estas duas questões, e ainda a questão das baixas temperaturas que as últimas primaveras têm trazido e que dificultam o desenvolvimento das culturas que gostam do calor.

Sempre que a temperatura sobe na primavera, as nossas couves são fortemente atacadas pela larva da mosca da couve (o “bago-de-arroz”) que destrói as raízes levando à morte das plantas. Também por este motivo desistimos de fazer nabo (outra brassica)  durante o verão. Assim, este ano apostámos em duas medidas de combate: por um lado cobrimos os camalhões com filme plástico preto (que simultaneamente evita o crescimento de ervas e dificulta a postura dos ovos  no solo húmido junto do pé da planta), e rede mosquiteira. A rede deverá manter longe não só a mosca da couve como as borboletas brancas que depois dão origem às lagartas da couve, e a áltica. No caso da áltica contudo, estamos a aguardar para ver o resultado uma vez que só conseguimos encontrar rede com uma malha de 1.5mm e a áltica tem tamanhos que varia dos 1.5mm a 3mm, sendo que os juvenis ainda poderão passar neste crivo.

O filme plástico preto estamos a colocar na maioria das culturas que têm um ciclo de vida relativamente longo e/ou que permitem colheitas sucessivas nas mesmas plantas – couves, tomateiros, beringelas, pimentos, melão, morangueiros. A rega nestas culturas é feita por fita de gota, que fica sob o filme.

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No caso das courgettes, e também dos tomateiros, beringelas e pimentos – culturas que querem calor – optámos por manta térmica imediatamente a seguir à transplantação. As courgettes são regadas por gota e ficaram cobertas até ao aparecimento das primeiras flores, altura em que as destapámos para permitir a polinização. Resultou muito bem e elas estão bonitas e produtivas – já estamos a colher belos exemplares destas plantas que são tão generosas!

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As alfaces, assim que foram para a terra, começaram a ser debicadas e tivemos de as cobrir com rede anti-pássaros para as proteger das perdizes que abundam nesta zona. Até ver está a resultar e as plantas estão a começar a recuperar. Também iremos colocar esta rede sobre os morangueiros quando começarem a produzir para as proteger dos melros. Esta é uma rede bastante flexível (conseguimos esticá-la até 4m metros e tapar em simultâneo 3-4 camalhões) mas tivemos de usar arcos de arame grosso (5mm)*  para a suster, e pedras para a segurar junto ao solo.

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*este arame compramos ao quilo numa loja de ferragens e fazemos arcos com 1m – esta espessura é suficiente para suportar as mantas térmicas ou as redes e dá-lhes resistência suficiente para serem espetadas na terra e manterem a forma.

Finalmente, a tela de chão tecida (ou geotêxtil). A nossa horta está dividida em vários blocos, segundo o grupo das culturas (solanáceas, brassicas, cucurbitaceas, quenopodiáceas, asteraceas, aliáceas, etc) e que iremos rodar entre si para garantir a rotatividade – falaremos mais em pormenor sobre as alterações que fizemos este ano num outro post. A questão é que nunca semeamos ou plantamos cada bloco de uma só vez. Assim, à medida que vamos preparando os camalhões, cobrimos os que não vamos plantar nas próximas semanas com a tela para conseguirmos três coisas: 1) evitar o crescimento das ervas daninhas (numa espécie de falsa sementeira às escuras, em que as ervas daninhas emergem com o calor, escuridão e humidade que se fazem sentir debaixo da tela para logo depois morrerem devido à ausência prolongada de luz); 2) matar as ervas daninhas já existentes pelo mesmo efeito referido atrás (a ausência de luz); e 3) ajudar a manter a humidade no solo para ser mais fácil de trabalhar quando se destapa.

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No final da época faremos o balanço destas medidas, mas até ver está a resultar – menos ervas e plantas bonitas e produtivas (neste momento ainda só temos o resultados das courgettes, mas a diferença para o ano passado é notória, com já mais de 10kg apanhados numa semana!).

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dentro da estufa já se trabalha…

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O inverno não está a facilitar mesmo, muita chuva e vento forte por todo o lado. No entanto este ano já estamos a meter a estufa a mexer, vamos aproveitar para iniciar algumas culturas que gostam de tempo mais fresco.

Apesar das temperaturas baixas que se sentem na rua, dentro da estufa durante o dia tem estado uma média de 15º a 20º, uma verdadeira primavera.

Já começámos algumas culturas em tabuleiros, e umas linhas de sementeiras diretas de ervilha, feijão verde pequeno e rabanetes. Vamos ver se em Abril já temos culturas que se vejam!

Chegou o bom tempo

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O bom tempo finalmente chegou. Dos agricultores mais experientes com quem temos falado, ninguém se lembra de um inverno tão longo, e as plantações estão atrasadas para toda a gente. Durante grande parte do inverno pensámos que éramos os únicos sem nada na terra, e que a nossa falta de produtos se devia a nossa falta de experiência.

Mas agora que o bom tempo chegou, o céu limpo, o calor e o vento que se fez sentir na última semana, ajudou a começar a secar mais rapidamente os solos, e por todo o lado vemos um corropio de tratores, que com bastante agilidade deixam o solo bem trabalhado para se começarem as sementeiras.

Na nossa horta não é diferente, e só na última semana já conseguimos cortar o mato todo, arranjar a estufa (finalmente!!!), começar a preparar o solo dentro da estufa, e também na rua, para ver se ainda vamos a tempo de por batata. Estamos ansiosos por estas semanas que se aproximam, para começar a plantar e semear e começar a ver a nossa horta a renascer.

Vento forte

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Com o dia de sol e sem vento que está hoje, até é dificil acreditar no temporal que esteve a semana passada, para nós foram dias de sobresalto e de angustia, sempre que chegávamos à horta estavamos preparados para encontrar a estufa destruida pela força do vento. Como é óbvio, não foi a primeira vimos vento forte, nem a nossa estufa seria a primeira estufa que veriamos destruida, mas foi a primeira vez que tivemos tanto a perder por causa de algo que não controlamos, e isso dá muito que pensar…

Felizmente a nossa estufa resistiu, não sem estragos é claro, mas ainda está lá com alguns plásticos rasgados, portas tortas e uns aros partidos, nada que não tenha reparação, infelizmente não foi o caso de muitos agricultores que ficaram com estufas e produções completamente destruidas. Depois de muitos anos a ver na televisão, desta vez sentimos na pele o que poderiamos ter perdido, e como teria sido dificil refazer o que se estragara.

O solo por outro lado, não está a lidar nada bem com este inverno, e o temporal só veio piorar o estado em que  já se encontrava, muita água por todo o lado, e isso não é bom para as culturas, nem para limpar as ervas daninhas, nem para preparar o terreno para novas plantações. Esperamos agora que estejam umas semanas sem chover, para nos prepararmos para as culturas de verão.

Rhizobium

O rizóbio (Rhizobium sp.) é uma bactéria que se associa a plantas leguminosas para efectuar a fixação biológica de azoto, que se traduz na transferência de azoto atmosférico para o solo permitindo a adubação natural. Existem diferentes espécies de rizóbio que se associam a diferentes espécies de leguminosas, mas em todos os casos esta simbiose – como o próprio nome indica – é vantajosa tanto para a planta como para a bactéria. As bacterias obtêm açucares produzidos pela planta, e esta por sua vez tem o seu fornecimento de azoto essencial para o seu crescimento assegurado pelo rizóbio não precisando de adubação azotada por outras fontes não naturais. É de facto um processo genial presente na natureza: à temperatura e pressão ambiente esta bactéria (através da enzima nitrogenase) faz o mesmo que uma fábrica de amoníaco mas que necessita de 500ºC e uma pressão de 200 a 400 atmosferas para transformar uma molécula gasosa de N2 em amoníaco. É uma poupança energética brutal!

Desde a antiguidade que é reconhecida a capacidade regeneradora das leguminosas nos solos, mas apenas no século XIX foi demonstrado o processo que ocorria no interior dos nódulos de rizóbio. As pressões para produzir mais plantas e de maiores dimensões e com maior rapidez fizeram desenvolver a produção química em fábricas de adubos azotados, em processos que consomem quantidades enormes de energia – na sua maioria de fonte não renovável (já agora, as trovoadas ultrapassam o rizóbio em termos de quantidades de azoto fixado no solo, já que arrastam para este por ano cerca de 200 milhões de toneladas de azoto).

É possível adquirir rizóbio para inoculação de sementes de leguminosas, principalmentes as que são cultivadas como prado permanente ou para enrelvamento ou ainda para sideração (adubação verde), mas é sempre preferível melhorar as condições de fixação do rizóbio naturalmente presente no solo – apesar de a sua presença e actividade ser afectada pelas condições do meio. A presença de minerais favorece a sua actividade, mas é inibido pela presença de azoto solúvel. Por outro lado, a seca e o calor, metais pesados, pesticidas e antibióticos podem destruir estas bactérias.

Para saber se o rizóbio está a fixar bem o azoto, corta-se um nódulo e observa-se a cor no interior: deverá ser vermelha viva (se for cinzenta escura não está a fixar azoto). No caso do nosso terreno, os nódulos apresentam um tom rosa forte, o que nos leva a pensar que se calhar não está a fixar azoto a 100%. Poderá ser a falta de água que se faz sentir, ou as correcções efectuadas antes das plantações podem não ter fornecido ainda as condições ideais para a sua actividade. De qualquer forma, como se pode ver na imagem, as raízes da luzerna que cobre neste momento a nossa horta, estão cheias de nódulos de rizóbio, que pensamos ser da espécie Sinorhizobium meliloti porque está associado à luzerna (pensamos ser a Medicago polimorpha por ter flores amarelas em vez das flores lilazes características das luzernas vivazes – Medicago sativa). A título de curiosidade, as luzernas são características dos solos argilosos a franco-argilosos e alcalinos – o nosso solo é mesmo assim!

Estamos na dúvida quanto à altura certa para fazer o enterramento destas leguminosas. Tínhamos deixado esta cobertura nas zonas da horta onde não estavam culturas em produção ou onde não está a fava e o tremoço (também para enterramento) até que o inverno passasse e não houvesse erosão nem lixiviação de nutrientes por acção das águas da chuva, mas… não tem chovido nada, nem há chuva no horizonte. O atraso no crescimento da fava e do tremoço vão atrasar também o seu enterramento, por isso em princípio vamos já enterrar estas luzernas para começarmos as sementeiras de primavera/verão.

Fonte: “As bases da agricultura biológica – Tomo I – Produção vegetal”, coordenado por Jorge Ferreira, edições EDIBIO

Adubação verde

A maior parte da nossa horta não está ocupada, ou melhor, não estava ocupada porque agora está. Como começámos as nossa plantações no inicio do outono, e as variedades de produtos não são muitas nesta altura do ano, ocupamos apenas cerca de 1/4 do terreno ao ar livre, com o objectivo de preparar melhor a restante área para a primavera intensiva que se aproxima.

O principal método de fertilização de solo que a agricultura biológica utiliza, é a adubação verde, que basicamente consiste em semear uma cultura que fixe o azoto atmosférico no solo, e que mais tarde em vez de ser colhida para comercialização, é destroçada para sideração (incorporação na terra).

As nossas culturas de eleição este ano foram o tremoço e a fava, metade metade. Estas culturas foram escolhidas por vários motivos, primeiro porque uma vez que são leguminosas e capazes de simbiose com o rizobio (uma bactéria) que fixam o azoto atmosférico na planta, segundo porque fazem uma boa cobertura de solo, que no inverno é importante para segurar melhor as terras e dificultar a erosão. Também por serem volumosas servem de obstáculo a propagação de ervas daninhas que tanto trabalho nos dão.

No final do inverno e início da primavera serão destrocados e enterrados para servirem de fertilizante às culturas da época.

Lá vai alho.

No final do verão, comprámos cerca de 10Kg de alho seco a outro produtor biológico, com o intuito de servir de “semente” para começarmos a produzir o nosso próprio alho. Durante todo este tempo mantivémos o alho guardado num local seco para que não começasse a germinar, mas as coisas parece que têm um relógio e mesmo assim por esta altura já começavam a surgir rebentos por todo o lado. O sinal estava dado e era altura de o semear.

Como o alho é uma cultura que demora muito a ficar pronta, escolhemos um sítio sossegado na horta para ele ficar, um sítio que não dificulte os trabalhos que sejam precisos fazer para as outras culturas. Ficou entre a estufa e a bordadura de silvas que cerca o terreno, assim fica protegido dos ventos e tem drenagem dos dois lados. Fizemos dois camalhões com cerca de um metro de lado e trinta de comprimento, e em cada um plantámos três linhas de alho. Se tudo correr bem lá para o verão do ano que vem vamos ter alho com fartura.

dica: os melhores dentes de alho para semear são os de fora das cabeças.

Espalhar estrume

Espalhar estrume não é tão fácil como parece, mas é sem dúvida uma tarefa necessária para melhorar o teor de matéria orgânica no solo. As alternativas eram o composto comercial ou o vermicomposto – ambos com um custo mais elevado do que poderíamos neste momento pagar, mas talvez mais equilibrados em termos de nutrientes e em termos de grau de decomposição. Encontrámos um produtor local que tem umas centenas de ovelhas que pastam livremente durante o dia e cujo leite é vendido para o fabrico (também local) de queijo e adquirimos cerca de 8 metros cúbicos.

O estrume tinha já sido retirado há cerca de 4 meses, mas infelizmente apenas cerca de metade estava bem curtido. Por isso aguardámos mais um mês e espalhámos nas parcelas que vamos cultivar, juntamente com um correctivo do pH (enxofre granulado, de libertação lenta) e um correctivo orgânico, cerca de uma semana antes de plantarmos para que tivesse tempo de degradar um pouco e não ser tão agressivo para as culturas recém-transplantadas.

O Sr. João (o nosso vizinho) ajudou-nos a colocar pequenos montes de estrume nas parcelas com a caixa do trator, que depois espalhámos com a ajuda de enxadas, forquilhas e pás. Depois passou novamente a fresa e o terreno ficou praticamente pronto.

Nota: o estrume estava quente, até fumegava. O que é um bom sinal – quer dizer que estava a decompor, e que os organismos presentes estavam a fazer o seu trabalho.