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apoios para os tomateiros

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A nossa busca por suportes de culturas continua. Como pudemos experimentar no ano passado, maus suportes têm um impacto muito significativo na produtividade de certas culturas, já para não falar que dificultam em muito o momento da colheita. Temos tido problemas com pepinos, com tomateiros e ervilhas, tudo culturas que gostam de trepar, e cujos suportes que temos feito não têm aguentado o peso das próprias culturas que deviam suportar.

Esta época optámos por um “upgrade” na estufa, e fixámos na própria estrutura os apoios de onde vão cair guias para que os tomateiros trepem e fiquem perfeitamente na vertical. No exterior vamos fazer algo do género, mas que seja amovível, para podermos desmontar no final da época, e montar novamente para o ano num local diferente.

novos suportes

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Este ano optámos por uns suportes diferentes, mais resistentes e mais eficazes, pelo menos é essa a nossa intenção.

No ano passado estacámos todos os tomateiros com canas, e se ao início foi o suficiente, à medida que as plantas continuaram a crescer e a ficarem quase da nossa altura, verificámos que o seu peso partiu a maior parte das canas, e ao ficarem deitados no chão, os tomateiros foram crescendo uns em cima dos outros. Este sistema tornou bastante complicada a nossa movimentação nas linhas dos tomateiros durante as colheitas.

Como estamos sempre a aprender e tentar melhorar, este ano construimos uma espécie de “vinha” dentro da estufa. Não só deixámos mais espaço entre as linhas, como esperamos guiar os tomateiros ao longo dos arames suspensos nas estacas.

Pequenas reparações

A agricultura é uma actividade dura, e de grande desgaste, e se o é para nós, é o muito mais para o equipamento que nós utilizamos, que de uma maneira ou de outra serve para nos facilitar a vida a nós.

Sendo nós pequenos agricultores, temos de ser nós a reparar e fazer a manutenção do nosso próprio equipamento, e como já referimos anteriormente, somos uma espécie de “faz-tudo” na nossa horta.

Ao final de um ano já tivémos que reparar alfaias, trocar cabos a enxadas e soldar forquilhas, já tivémos reparar canalização que estava com fugas de água, já remendámos vezes sem conta a nossa estufa com uma fita própria para o efeito (para além de um acidente que o plástico sofreu logo na montagem, a nossa zona é muito ventosa o que faz com que o plástico esteja sempre com pressão e a bater na estrutura de metal), afiar os instrumentos de corte, e reparar os cavaletes que utilizamos no mercado para fazer a nossa banca.

Como temos vindo a descobrir, uma manutenção adequada e regular do equipamento, aumenta a sua durabilidade, e evita gastos desnecessários que acontecem quando temos de comprar tudo de novo.

Suporte de pepinos

Aparentemente os pepinos não gostam de andar pelo chão. Ouvimos dizer que ficam amarelados na zona que fica em contacto com o solo e que não duram muito tempo nessas condições. É claro que ficámos preocupados, os pepinos foram plantados na rua e não tínhamos disponível nenhum tipo de estrutura para os elevar.

Após pensarmos um pouco no assunto, e ponderar algumas soluções, resolvemos tentar com a técnica da foto. Inspirados pelo método utilizado nas estufas, resolvemos construir um tripé de canas do qual cai um fio pendurado ao centro, e que por sua vez vai sendo enrolado pelo pé da planta. A planta não sobe sozinha pelo que é necessário ir enrolando à mão.

O teste correu bem as plantas suportadas parecem estar a desenvolver melhor do que as que continuam pelo chão. O mais complicado vai ser construir cerca de 40 tripés.

Mini-tuneis

Já há algum tempo que andávamos a ponderar em arranjar uma solução para cobrir as linhas de plantas que temos na terra. Usar a manta térmica por cima das culturas tem inúmeras vantagens, mantém a temperatura da planta e do solo junto à planta, protege do mau tempo e de algumas pragas, e permite que a planta respire e a passagem da água da rega ou da chuva (o que tem acontecido nas últimas semanas).

Tínhamos feito uma experiência com canas mas não correu muito bem, partiram-se com alguma facilidade e rasgaram a manta com ajuda do vento.

Há uns dias a trás fomos visitados por um colega produtor que nos deu a dica: arame de 5mm que vem em rolo e nem é preciso desenrolar, basta ir cortando com a medida que se quer que ele já está curvo. Os nossos fomos cortando a 3/4 de volta e dão para um camalhão de cerca de um metro de largura, e coberto com manta térmica com 1,60m.

Prontos a começar…

Estas ultimas semanas têm sido uma azáfama com os preparativos para começarmos a produzir, estamos a tentar ver se ainda aproveitamos o final do verão para começar as sementeiras (as que ainda forem a tempo é claro).

O ponto fundamental para arrancarmos em força era termos a estufa pronta, e já está pronta. Temos uma estufa bem à maneira, é alta e espaçosa, bem pelo menos para nós é. Agora já temos um espaço fechado e controlado que dá para começarmos a germinar as sementes que já recebemos.

Estamos prestes a atingir um marco importante nesta nossa aventura, de agora em diante entramos noutro nivel, vamos continuar com limpezas e arranjos, mas agora o mais importante vai ser a produção, toda a nossa dedicação e concentração vai para as novas plantas que estão para nascer. É porque na prática estamos literalmente a plantar o nosso futuro…

jovens canalizadores

já temos lido em muitos lados que os agricultores têm de ser muitas coisas, e temos podido constatar isso mesmo ao longo deste nosso inicio de aventura, nesta última semana estes dois jovens agricultores, têm sido dois jovens canalizadores.

temos estado ocupados a instalar a canalização para a rega, já tínhamos testado a bomba e visto que havia água no furo, mas só isso não nos serve de muito, por isso agora andamos a espalhar canalização por todo o lado para podermos ter acesso à água em todo o terreno. estamos verdadeiros especialistas em cano de água de 40mm de 10kg, “joelhos rápidos”, “T´s” com redução a 32mm, e torneiras de polgada e um quarto.

outra coisa que estamos a ficar “prós” é em dores nas costas, cavar valas com picareta, enterrar os tubos e depois tapar, dá cá uma dor nas costas… mas estamos bem, cansados mas satisfeitos por ver as coisas a andar para a frente.

horta nas traseiras

encontrar o terreno ideal está a revelar-se uma tarefa mais difícil do que estávamos à espera, e o que é mais desmotivador é que é mesmo só o que nos falta, mas entretanto para enganar a desmotivação e começar-mos a meter as mãos na terra, e saber se realmente temos os tão famosos “dedos verdes”, resolvemos construir uma pequena horta urbana nas nossas traseiras.

uma vez que nem nas traseiras temos terra tivemos que recorrer ao engenho, construímos um caixote e juntamos alguns vasos mais largos para podermos começar as nossas plantações. como não podia deixar de ser, fartámos-nos de ver sites sobre hortas caseiras, e até arranjamos um livro, muito bom por sinal, ensina tudo, até a fazer conservas.

arranjámos as madeiras com um amigo que ia deitar uma estante fora, a ferramenta de corte foi emprestada por outro camarada (é bom ver que de certa maneira o nosso primeiro projecto começa já a movimentar as pessoas à nossa volta), a terra veio de terrenos da família, compramos sementes, algumas bio e outras nem por isso, uns quantos pregos, rede, e tinta, as pedras para o fundo do caixote já cá moravam no quintal. já está tudo montado e pintado, só falta encher de terra e começar a plantar, quando fizermos as sementeiras caseiras damos mais noticias. o caixote da foto tem 1 metro de lado e 0,35 de altura.

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