Fotos e Histórias

Arquivo

  • 2016 (1)
  • 2015 (4)
  • 2014 (8)
  • 2013 (12)
  • 2012 (22)
  • 2011 (35)
  • 2010 (10)
  • 2009 (1)

muito mais do que um nome…

E como o prometido é devido, e como tínhamos ficado de contar melhor a história do nome num post próprio, aqui vai então a odisseia.

A nossa intenção não foi diferente de todos os que tentam encontrar o nome ideal para o seu negócio. Todos querem um nome simples, que fique no ouvido, que seja fácil de pronunciar, e que simplesmente só de o ouvir, toda a gente compreenda claramente todas as ideias e conceitos que queremos transmitir e que estiveram na sua construção.

No inicio a tarefa não parecia nada complicada. Pesquisámos um pouco sobre os principios de escolher o nome certo, descobrimos alguns sites interessantes e com boa informação, uns com dicas e regras, e outros com pequenos testes práticos para testar o nome escolhido. Com esta informação toda deitámos mãos à obra, criámos listas de conceitos que queríamos transmitir, listas de palavras que relacionadas com agricultura, produtos hortícolas, biologia, comunidades e coisas que tais, e no final ficámos com listas intermináveis de palavras soltas, e não estávamos mais perto de encontrar um nome que no dissesse alguma coisa. tentámos de tudo: juntar palavras aos pares, colar palavras, tentar resumir conceitos só numa palavra e nada parecia estar a funcionar – alguns pareciam promissores mas não conseguiam agradar às duas cabeças pensantes. A certa altura e já um pouco estafados da tarefa que se tinha revelado mais complicada do que pensávamos, resolvemos parar. Já tínhamos palavras e nomes suficientes e o escolhido teria que sair daquelas listas, porque nenhum de nós conseguia pensar em mais nada (até pedimos aos amigos para darem sugestões). Acabámos por resolver a questão da seguinte maneira: cada um de nós escolheu os dez nomes que mais gostava, ficámos com os que coincidissem e riscámos os outros, e assim ficámos com cinco nomes para pensar, debater e escolher.

como é que se escolhe um nome entre cinco? bem pergunta-se às pessoas que nos rodeiam! e para perceber melhor como é que entendiam os diferentes nomes que tínhamos à escolha, criámos um pequeno questionário. com os cinco nomes em mente, pedimos às pessoas que respondessem às seguintes questões:

– qual dos nomes despertou imediatamente a atenção?

– qual o nome que menos associas à agricultura bio?

– qual dos nomes desperta maior empatia e confiança?

– qual dos nomes transmite mais seriedade?

– se visitasses um mercado, para qual das bancas te dirigias primeiro, só escolhendo pelo nome?

– qual o teu favorito?

A maioria das respostas reduziu-nos a escolha a dois nomes e depois, de um momento para o outro a escolha tornou-se óbvia: CASAL HORTELÃO! Somos nós, de uma ponta à outra – somos um casal, vamos cuidar de uma horta com toda a dedicação e profissionalismo, é um nome simpático, próximo das pessoas e com o qual facilmente nos identificarão. Além disso é um nome forte, distintivo e que transmite confiança. E somos nós! já tinha mencionado?… Claro que uma coisa leva à outra. Com o nome em mente já foi possível começar a idealizar a nossa imagem, a nossa marca, a forma como vamos querer chegar às pessoas e divulgar o nosso trabalho e os nossos produtos.

Muito trabalho, estudo e experiências (por parte de um de nós…) depois, temos uma marca em vias de ser registada e um site em construção, mas a caminho, e onde poderão desde já inserir o vosso e-mail para receberem uma notificação assim que estiver disponível online (www.casal-hortelao.pt).

www.casal-hortelao.pt

Em relação ao logotipo, ainda considerámos pedir a alguém da área do design gráfico que nos ajudasse a desenhá-lo, mas os valores pedidos, ainda que justos, mostraram-se proibitivos para o nosso orçamento inicial. Como já sabíamos o que queríamos, acabámos por idealizá-lo e desenhá-lo, e ficámos muito satisfeitos com o resultado (é o que está no site no canto inferior esquerdo).

Esperamos que as pessoas se identifiquem e nos identifiquem com o nome que escolhemos, e que deu tanto trabalho, mas que achamos que nos assenta que nem uma luva.

3 comments to muito mais do que um nome…

  • Manuel Carlos Martins

    Bom dia,
    Parabéns por este vosso trabalho e a realização de um sonho.

    Eu também gostava de realizar uma horta biológica, mas será para consumo. O facto é que ainda tenho muito que aprender, mas é um hobbie que me dá prazer e proporciona bastante descontração.

    De momento tenho platado cerca de 200 m2, muita variedade, mas aparecem determinados ataques e não tenho cohecimento biológico para os eliminar.

    A minha questão atual, está relacionada com os alhos francês. Tenho tentado várias vezes, mas os mesmos não engrossam e depois de os apanhar, ao serem triturados na sopa originam muitos “fios”, será que me podem ajudar?

    Actualmente, tenho uma praga de pulgão nos feijões de trepar, será que a mistura leite/H2O é eficaz? Mas demora a preparar. O que a minh platação pode sofrer com isso.

    Continuem!!!! A sensação da realização de um sonho é fantástica!!!!

    Abraços biologicos,
    Manuel Martins ;)

    • filipa

      Olá Manuel,

      O alho francês é uma cultura exigente em nutrientes por isso uma insuficiente aplicação de composto ou um solo que não foi devidamente abastecido de matéria orgânica antes da plantação pode explicar a baixa espessura que eles atingem. O que fazemos normalmente é aplicar composto ou outro material orgânico de decomposição lenta quando se está a preparar a terra e antes de instalar a cultura; depois quando a planta já atingiu alguma altura (um pouco mais de um palmo e a grossura de um dedo) fazemos a amontoa para que os alhos fiquem com uma boa parte enterrada para branquear (e “amaciar”) e nessa altura aplicamos novamente composto bem decomposto. A questão dos fios pode ter a ver com a variedade usada não ser a adequada à altura do ano – há variedades que se plantam no verão, outras no inverno, outras há que são adequadas a todo o ano. Variedades de tempo fresco que apanhem muito calor, vão ficar mais fibrosas e com fios, por exemplo.

      Quanto aos feijões, o ideal seria que desse tempo a que as joaninhas colonizassem essa zona, porque as larvas de joaninha são devoradores vorazes de pulgões (na nossa horta elas estão de momento a “tratar” das nossas beringelas que também estão a ser atacadas por essa praga). Ao que sabemos a solução de leite diluído é mais indicado para ataque por fungos, como o oídio nas abóboras e courgettes ou o míldio no tomate se for aplicado em estádios muito iniciais. Como último recurso, uma solução de água com sabão de potássio (tem de ser de potássio!) pode ser aplicada, porque vai criar uma camada impermeável sobre o insecto que o impede de respirar. Se a área afetada for pequena pode proceder-se à remoção das folhas atacadas ou remoção dos pulgões com um jato de água. Ter em atenção que os pulgões normalmente atacam plantas às quais foi disponibilizado um excesso de azoto ou matéria orgânica e por vezes também regadas em excesso.

  • o site está giro. Engraçado o que se faz com dedicação.

Leave a Reply

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>