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Experimentar com os rabanetes

Temos vindo a descobrir que a agricultura é tudo menos linear. Não basta lançar as sementes à terra e esperar que saia sempre bem. Quer queiramos quer não as condições do solo alteram-se, a temperatura afecta e muito o desenvolvimento e até a coloração dos vegetais (as couves coração por exemplo estão roxas de tanto frio que tem feito), e às vezes até a técnica usada na germinação afecta o resultado final.

Foi o que aconteceu no caso da “2ª geração” de rabanetes que cultivámos no nosso terreno desde outubro. Por uma questão de gestão do espaço e do tempo, experimentámos germinar parte das sementes de rabanete nos tabuleiros com destino a transplantar na estufa e outra parte semeámos por sementeira directa no exterior. Os da estufa fendilharam muito mais que os da rua, apesar de terem folhas e bolbos muito maiores. Pensamos que pode ter sido de os termos transplantado tarde demais, já com raízes muito desenvolvidas no alvéolo do tabuleiro (alguns até já tinham a bola formada quando foram para a terra). Quando os arrancámos notava-se ainda perfeitamente o substrato de germinação a envolver as raízes, e em vez de uma raíz principal como devia ser havia várias raízes principais, em leque, e com fendilhamento que em alguns casos abriu o rabanete por baixo por completo.

Sabemos que alterações importantes na disponibilidade de água ao longo do ciclo de desenvolvimento do bolbo também podem causar fendas (e também fibrosamento), mas neste caso pensamos que foi mesmo o facto de já terem demasiada ramificação das raízes no tabuleiro.

Uma vez que quando demos por esta situação já tínhamos colocado mais sementes a germinar, decidimos não as desperdiçar e transplantá-las em vez disso mais cedo (na foto, em baixo à esquerda) quando ainda só tinham as duas folhas do cotilédone e uma raíz única. Experimentámos assim transplantar com raíz nua, sem o substrato do alvéolo do tabuleiro a condicionar o crescimento da raíz principal. Vamos lá ver se resulta e se a “3ª geração” de rabanetes na estufa sai como deve ser!

[actualização a 01-05-2012: esta técnica realmente resultou, os rabanetes transplantados numa fase muito inicial e sem o substrato a condicionar o desenvolvimento da raíz formaram-se perfeitamente. Contudo, ainda estamos a afinar a produção dos rabanetes… a transplantação das jovens plantas é uma tarefa muito demorada porque o compasso de plantação é apertado e a densidade elevada; por outro lado na sementeira directa obriga-nos a desbastar as plantas que estejam muito juntas, perdem-se mais sementes e requer uma cama de sementeira bem esmiuçada – o que nem sempre é possível no nosso solo argiloso e com torrões. A experimentação continua…]

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