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empresa na hora – 1ª parte

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um dos passos importantes que faltava dar, não só para oficializar a nossa actividade, mas também para as coisas começarem a andar com mais ritmo, esperamos nós, era a criação da nossa “nano-mini-micro” empresa. então aqui fica mais ou menos o que aconteceu com o nosso processo.

como é natural, quando começámos a pensar mais a sério sobre o assunto tínhamos mais dúvidas que certezas, por isso as muitas horas perdidas no portal da empresa foram dadas por bem empregues. há muita informação disponível não só a respeito dos procedimentos para criar empresas, mas também em relação à sua gestão – é definitivamente um site a ter em conta. alguma das coisas que descobrimos foi que teríamos que criar uma sociedade por quotas com dois sócios, que existe um capital social mínimo – mas que agora parece que vai deixar de haver -, que para este tipo de sociedade é obrigatório ter um TOC (técnico oficial de contas), e que já é possível tratar de tudo pela net.

como a contabilidade organizada é obrigatória e ainda tínhamos algumas duvidas práticas, sobre fiscalidades ou os tempos dos processos, começámos à procura de um contabilista. dá sempre jeito ter um contabilista amigo de um amigo, porque podemos combinar um encontro para tirar dúvidas sem compromissos. assim fizemos, ficámos esclarecidos sobre as entregas do iva, do irc, dos pagamentos por conta, dos especiais por conta, e dos períodos de isenção, que são de dois anos nos pagamentos por conta. depois de uma pesquisa por vários contabilistas acabámos por ficar com o contabilista amigo do amigo. a contabilidade é um assunto importante e convém ter alguém que inspire muita confiança e conhecimento na matéria.

já agora deixamos uma dica em relação à escolha do contabilista. estes profissionais gostam de conhecer o potencial cliente pessoalmente – seja para avaliarem a nossa seriedade e empenhamento no negócio, ou para perceberem o trabalho que irá exigir da parte deles. de qualquer forma convém prepararem-se para não terem orçamentos indicados por telefone ou enviados por e-mail. e não levem isso a peito.

tendo o assunto do contabilista resolvido passámos à criação da própria empresa. como disse dá para tratar o processo todo pela net (abençoado simplex), mas para isso é preciso ter o cartão do cidadão e um leitor de cartões (à venda nas lojas do cartão do cidadão) – depois de ter estas duas condições satisfeitas o processo é bastante simples. a primeira coisa a ter em conta é a escolha do nome, se optarmos pela lista dos “nomes fantasia”, que são nomes pré-aprovados, conseguimos criar a empresa em menos de uma hora, se não gostarmos de nenhum nome fantasia, temos que pedir um certificado de admissibilidade e esperar a aprovação do nome que escolhermos. este certificado tem um custo de 56€ e tem de incluir o objecto social (o que é que a empresa vai fazer), o CAE (classificação da actividade económica), e o concelho da sede social, para além do nome pretendido. existem algumas regras para a escolha do nome da firma, que convém respeitar, porque eles levam isso a sério, e nós vimos o nosso primeiro pedido ser indeferido por termos escolhido um nome que também é um produto que vamos comercializar. convém também ter uma segunda hipótese, porque existe a possibilidade de usar o mesmo pedido uma segunda vez no prazo de cinco dias, sem mais nenhum custo, nós não tínhamos uma segunda escolha, e esta é a história de como perdemos os nossos primeiros 56€.

como explicar o processo de abertura da empresa é mais demorado do que realmente criar uma, e este post já está a ficar grande, por aqui me despeço e continuo no próximo post.

[podem ler a continuação aqui – “empresa na hora – 2ª parte“]

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