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As favas já estão na terra…

Este ano as favas já estão na terra, e nós estamos particularmente contentes por isso. No final de cada cultura ficamos sempre com o sentimento que devíamos ter começado mais cedo, para aproveitar melhor as épocas, mas este ano com a fava antecipámos e bem.

O ano passado apenas utilizámos a fava como adubação verde, a nossa ideia foi semear, deixar crescer um pouco e antes de começar a dar fruto, cortar e incorporar na terra, para desta maneira melhorar a estrutura do solo e fertilizar. Mas como semeámos muita acabámos por não cortar toda e deixámos um pouco de terra com fava para colher. É claro que quando chegou a época da colheita ficámos tristes por não ter mais.

Por isso este ano resolvemos semear de propósito para colher, para começar antecipámos um mês e meio a sementeira, reservámos dois camalhões de 30 metros e semeámos quatro linhas, com cerca de 18 cm de espaçamento entre cada fava. Se tudo correr bem, vão começar a surgir as primeiras plantas dentro de três a quatro semanas, e nessa altura fazemos nova sementeira.

A fava é uma cultura que produz muito, e das favas que adquirimos o ano passado ao Miguel das Hortas da Cortesia, devidamente certificadas para agricultura biológica, deu para a adubação verde, para semear este ano, e ainda sobraram para o ano que vem. Se aproveitarmos este ano para guardar alguma produção para semente e juntarmos às que sobraram, vamos ter favas para sempre.

[actualização a 8-5-2013: infelizmente o inverno foi rigoroso demais – muito vento e muita chuva quebraram as plantas e fizeram as flores cair por isso não houve favas este ano…]

Planear culturas

Planear as culturas, saber quando começar as sementeiras, quando transplantar e em que quantidades, é capaz de ser a coisa mais importante para quem está a tentar produzir hortícolas para vender, e nós ainda estamos a afinar o nosso processo.

Como nenhum de nós tinha prática agricola digna de registo, foi necessário muita pesquisa e muita tentativa erro para começarmos a acertar com algumas culturas. O mais difícil neste processo são as quantidades, se produzimos de mais, depois não vendemos e estragam-se os produtos, se produzimos a menos depois não temos para todas as solicitações. É um verdadeiro dilema.

Até que numa das navegações pela net, encontrámos um plano explicado passo a passo (http://www.traces.org/green/Course-marketing/4.5_CSA_crop_plan.pdf). Muito resumidamente o plano funciona da seguinte maneira: 1) primeiro é preciso calcular as necessidades semanais de determinada cultura, para depois chegar ao objectivo total da época; 2) passamos então para o cálculo da quantidade de plantas por sementeira que são precisas para atingir os objectivos anteriores; 3) em seguida, e para não existirem quebras na produção, anotamos as datas inicial, final e a frequência de sementeiras, para sabermos ao certo quantas sementeiras vão ser feitas ao longo da época; 4) com este valor em mente já podemos calcular as necessidades de sementes, e uma estimativa do custo de produção associado a esta cultura.

É claro que é muito mais fácil escrever do que fazer, e após uns meses de aplicação do plano ainda não acertamos com as quantidades todas, mas também é verdade que existem muitas variáveis para ter em conta, e esta é uma actividade de constante adaptação e aprendizagem.