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Suporte de pepinos

Aparentemente os pepinos não gostam de andar pelo chão. Ouvimos dizer que ficam amarelados na zona que fica em contacto com o solo e que não duram muito tempo nessas condições. É claro que ficámos preocupados, os pepinos foram plantados na rua e não tínhamos disponível nenhum tipo de estrutura para os elevar.

Após pensarmos um pouco no assunto, e ponderar algumas soluções, resolvemos tentar com a técnica da foto. Inspirados pelo método utilizado nas estufas, resolvemos construir um tripé de canas do qual cai um fio pendurado ao centro, e que por sua vez vai sendo enrolado pelo pé da planta. A planta não sobe sozinha pelo que é necessário ir enrolando à mão.

O teste correu bem as plantas suportadas parecem estar a desenvolver melhor do que as que continuam pelo chão. O mais complicado vai ser construir cerca de 40 tripés.

Ervas daninhas

Sem dúvida que as ervas estão a ser o maior problema em termos de gestão da área cultivada e de tempo gasto na horta. Em agricultura biológica não se aplicam herbicidas – que para além de fatais para as ervas, são-no também para a fauna e para o agricultor, sem contar com a contaminação dos lençóis de água. As alternativas são basicamente a cobertura do solo (com plástico, tela ou palha/mulching) ou a limpeza manual (com as mãos e enxada) ou mecânica, ou ainda a monda térmica (recorrendo a botijas de gás). Dadas as restrições de orçamento com que trabalhamos a opção manual tem sido a mais popular, mas nem por isso a preferida… a limpeza da ervas tem ocupado à vontade 60% do tempo passado na horta, e mesmo assim sem muitos resultados visíveis porque quando se acaba de limpar uma parcela, já as ervas invadiram as restantes. Por um lado não nos temos preocupado muito porque ainda não temos necessidade de ter a área toda ocupada, e além disso muitas das ervas invasoras são trevos e luzernas, com rizóbio activo e que temos aproveitado para incorporar no solo à medida que vamos limpando contribuindo assim para o seu enriquecimento em nutrientes. Mas em breve teremos de começar a recorrer a mais algumas das estratégias acima enumeradas, ou à aceitação de voluntários para ajudar com as limpezas.

No caso destas favas que não siderámos mas que tinham sido engolidas por ervas (em cima) começámos a limpá-las na tentativa de aproveitar algumas para venda, e resultou. Já as estamos a apanhar, e as que foram limpas gostaram do acréscimo de sol e espaço que tiveram.

Dentro da estufa estamos a preparar uma área para os tomates cereja que já estão envasados e prontos para ir para a terra. A gestão do espaço torna-se às vezes complicada, não só por causa das rotações mas porque gostávamos de começar a recolher sementes (já o fizémos no caso do feijão verde do ano passado) e enquanto esperamos pela maturação das mesmas as linhas ficam ocupadas e sem permitir produzir mais nada – como é o caso da rúcula, à direita na foto. Nas próximas culturas iremos tentar definir uma área ou pequena parcela do terreno exclusivamente destinada à obtenção de sementes, onde vamos plantar poucas plantas mas de diferentes culturas com o objectivo de darem semente apenas.

 Os alhos já foram sachados duas vezes (e vão precisar possivelmente de uma terceira) e regas só precisaram de duas porque entretanto começou a chover, e além disso o nosso solo aguenta a água durante bastante tempo. Na semana passada o trabalho não foi de sacha ainda, mas tiveram de se limpar as ervas na bordadura que já estavam a invadir as linhas. O que se vê à esquerda, dentro da estufa, são aipos já em floração. Mais uma linha que irá ficar parada até decidirmos se os cortamos ou se os deixamos formar semente.

 

Mini-tuneis

Já há algum tempo que andávamos a ponderar em arranjar uma solução para cobrir as linhas de plantas que temos na terra. Usar a manta térmica por cima das culturas tem inúmeras vantagens, mantém a temperatura da planta e do solo junto à planta, protege do mau tempo e de algumas pragas, e permite que a planta respire e a passagem da água da rega ou da chuva (o que tem acontecido nas últimas semanas).

Tínhamos feito uma experiência com canas mas não correu muito bem, partiram-se com alguma facilidade e rasgaram a manta com ajuda do vento.

Há uns dias a trás fomos visitados por um colega produtor que nos deu a dica: arame de 5mm que vem em rolo e nem é preciso desenrolar, basta ir cortando com a medida que se quer que ele já está curvo. Os nossos fomos cortando a 3/4 de volta e dão para um camalhão de cerca de um metro de largura, e coberto com manta térmica com 1,60m.