Fotos e Histórias

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Onde é que anda a chuva.

Ouvimos hoje no rádio um especialista do tempo a dizer que se fevereiro for como janeiro, e tendo em conta as temperaturas quentes do outono passado e a fraca precipitação, estaremos perante um cenário de seca extrema. Não me parece um bom mote para começar o ano de 2012, mas a verdade é que também nós estamos a sentir as consequências da ausência de chuva. Apesar de não termos muitas culturas neste momento ao ar livre – confessamos a contragosto que é sem dúvida mais fácil nesta fase cuidar da estufa do que lutar contra as ervas, a seca e a geada do exterior, como podem comprovar pela imagem acima – há duas plantas que já deviam estar bem mais desenvolvidas e cujo crescimento a falta de água está a atrasar. O tremoço e a fava (à esquerda e à direita na foto em baixo, respectivamente) que queremos usar para sideração antes da instalação das culturas de verão ainda estão assim:

A instalação da rega nas áreas ocupadas por estas culturas não foi possível (depois do investimento inicial, qualquer investimento a partir de agora terá de ser gradual…), e não sabemos se vão estar prontas para enterrar quando tivermos de preparar a terra e os novos camalhões para todas as variedades que queremos ter este ano.

Por isso pedimos chuva, venha ela, quanto baste.

 

Adubação verde

A maior parte da nossa horta não está ocupada, ou melhor, não estava ocupada porque agora está. Como começámos as nossa plantações no inicio do outono, e as variedades de produtos não são muitas nesta altura do ano, ocupamos apenas cerca de 1/4 do terreno ao ar livre, com o objectivo de preparar melhor a restante área para a primavera intensiva que se aproxima.

O principal método de fertilização de solo que a agricultura biológica utiliza, é a adubação verde, que basicamente consiste em semear uma cultura que fixe o azoto atmosférico no solo, e que mais tarde em vez de ser colhida para comercialização, é destroçada para sideração (incorporação na terra).

As nossas culturas de eleição este ano foram o tremoço e a fava, metade metade. Estas culturas foram escolhidas por vários motivos, primeiro porque uma vez que são leguminosas e capazes de simbiose com o rizobio (uma bactéria) que fixam o azoto atmosférico na planta, segundo porque fazem uma boa cobertura de solo, que no inverno é importante para segurar melhor as terras e dificultar a erosão. Também por serem volumosas servem de obstáculo a propagação de ervas daninhas que tanto trabalho nos dão.

No final do inverno e início da primavera serão destrocados e enterrados para servirem de fertilizante às culturas da época.