Fotos e Histórias

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Fazer pilhas de composto

Um destes dias, antes de começar a chover diariamente, pusemos mãos à obra e reunimos os vários montes de matéria orgânica que tínhamos vindo a recolher e fizemos uma pilha de composto. Na verdade temos material para duas, mas para já completámos apenas uma. Estrume de ovelha quase totalmente curtido, ramos e material resultante da limpeza das nossas árvores e arbustos triturados, engaço de uva e as massas resultantes da prensa das uvas doados por uma adega cooperativa local foram as matérias-primas utilizadas. A ideia foi ir empilhando alternadamente os “verdes” com os “lenhosos”. Os lenhosos são fáceis de identificar: ramos triturados e o engaço da uva (a parte lenhosa dos cachos das uvas), e que são basicamente constituídos por matéria seca, rica em carbono. Os verdes neste caso são castanhos, mas estão representados pelo estrume e pelas massas resultantes da prensa da uva, e são materiais ricos em azoto e água. Noutras pilhas podem ser representados pelos resíduos verdes (não cozinhados) resultantes da  cozinha, ou resultantes da monda das ervas daninhas ou de culturas “em fim de vida”, mas os que usámos são particularmente ricos em azoto porque incluem resíduos com origem animal.

Para facilitar a construção da pilha misturámos primeiro o estrume e o bagaço da uva (as massas da prensa) e fomos alternando esta mistura com os materiais mais lenhosos e umas pazadas de terra. A cada 3 camadas regámos generosamente a pilha – a água é importante para criar condições aos agentes (insectos, lagartas, minhocas, fungos, etc) que vão trabalhar estes materiais até os transformar em composto. Por outro lado, vai permitir à pilha atingir logo nos primeiros tempos, temperaturas elevadas – idealmente acima dos 65ºC – que permitem matar os patogénicos e neutralizar sementes de infestantes. Por agora tem estado tapada com um plástico porque tem chovido bastante e água a mais também não é bom. Daqui a umas semanas vamos revirar esta pilha (e aproveitar para fazer outra) e deixa-la “descansar” até à primavera, pelo menos uns 6 meses. O volume da pilha vai reduzir substancialmente durante este período, mas se tudo correr bem vamos obter matéria orgânica da boa e pronta a incorporar no solo antes de novas sementeiras ou plantações.

Couve portuguesa

A couve portuguesa sobreviveu à áltica, está-se a aguentar – na maioria das plantas – à lagarta e até ver ainda não foi afectada pelo “bago de arroz” (vamos todos fazer figas com muita força…) e estão neste estado: grandes, lindas e tão tenras que nem acredito que fomos nós (e o sol, e a chuva, e a terra, claro) que as fizemos tão bem. Não sei quanto tempo se vão aguentar assim tenras, mas temos algumas ainda pequenas que esperamos que cheguem ao natal.

Já perdemos algumas couves lombarda e coração, mas o tempo está a arrefecer bastante o que vai levar os “bichos” a hibernar em breve, pelo menos até à próxima primavera.