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Larvas e lagartas nocivas


Depois da áltica, as lagartas… e ainda mais recentemente larvas chamadas “bicho arroz”. Por parecerem bagos de arroz, nas raízes. As crucíferas são muito propensas a ataques por animais que gostam de as comer. As lagartas são de lepidópteros, vulgarmente conhecidos por borboletas. Quem cultiva couves avista com frequência borboletas brancas com uma pinta preta na parte inferior das asas a sobrevoá-las. A que vemos na segunda imagem é da espécie Pieris rapae L. (na primeira foto podem ver-se os seus excrementos), e encontrei uma ou duas por planta nas couves chinesas e na couve lombarda. Na terceira e quarta fotos são lagartas da espécie Pieris brassicae L., que normalmente se encontram “em colónias” de 25 a 50 animais, depois de sairem dos ovos amarelos (que se parecem bastante com ovos de auxiliares!) e que costumam manter-se naquela planta até a devorarem toda, sendo raro migrarem para outras plantas. Estas encontrei-as na couve portuguesa. Até agora tenho feito um controlo manual, retirando e esmagando as que encontro, mas possivelmente terei de recorrer a uma aplicação de Bacillus thuringiensis, uma bactéria que é indicada para o controlo de lagartas em estado juvenil em modo de produção biológico. Apesar de já não serem propriamente juvenis as lagartas que encontrei, poderão existir novos ovos e novas gerações que convém controlar.

Como o tempo tem estado quente (até esta semana, porque na verdade a temperatura agora desceu bastante e começou a chover) estiveram criadas as condições ideais para surgirem também as pequenas larvas em forma de bago de arroz, que se alojam no solo junto às raízes e que as devoram, acabando por matar a planta. Detectámos estas larvas da mosca da couve (Delia radicum L.) apenas na couve chinesa, e apenas quando as plantas já perfeitamente desenvolvidas e com aspecto saudável começaram a amarelecer e a tombar por já não terem raízes. Lamentavelmente já detectámos esta praga em estádio avançado e como tal vamos fazer um tratamento, junto ao solo/raízes das plantas, com um insecticida regulador de crescimento de origem vegetal (óleo de neem), cuja substância activa é a azadiractina, a mesma indicada para o combate à áltica e que já tínhamos em stock. O ideal teria sido evitar a postura dos ovos, por exemplo cobrindo as plantas recém transplantadas com manta térmica ou com rede de malha fina. A próxima cultura a instalar neste local não poderão ser couves, uma vez que esta praga irá repousar durante o inverno no solo em estado de pupa, para emergir na primavera entre março e maio.

Mercado Bio de Cascais

O dia começou cedo, muito cedo. Mãos à obra – ou à terra – e apanhámos alfaces, rúcula, couve chinesa, chicórias para juntar ao feijão e rabanetes apanhados de véspera e rumar ao mercado bio de Cascais para a nossa estreia. Tivemos sorte com o tempo e não choveu como estava previsto.

Foi sem dúvida uma óptima experiência. É bom conversar com os clientes, responder às perguntas, trocar impressões e até receitas. Foi bom também conhecer outros produtores e/ou distribuidores e fizeram-nos sentir muito bem acolhidos. E ainda tivemos a visita surpresa da família que veio conhecer a nossa banca e o parque Marechal Carmona.

Muito obrigada a quem apareceu! Esperamos voltar em breve…

Estreia nos mercados bio

Temos andado a trabalhar para nos podermos estrear nos mercados de rua biológicos, e por isso não temos escrito muito aqui. Mas chegou o dia de experimentarmos o contacto com o público e vamos estar este sábado no Parque Marechal Carmona, em Cascais, entre as 10h e as 14h. Vamos ter alfaces, chicórias, rabanetes, rúcula, feijão verde, couve chinesa, acelgas e espinafres. Apareçam!

Acompanhem as novidades em www.facebook.com/casal.hortelao

 

Cartões de visita

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Um cartão de visita é sem dúvida um convite a conhecerem melhor a nossa empresa, o nosso negócio. É a nossa imagem, a primeira impressão criada num potencial cliente ou colaborador. Foi por isso que escolhemos a Moo para fazermos os nossos cartões. É tudo feito online, e pudemos personalizar cada um dos cartões, frente e verso, com fotografias tiradas e seleccionadas por nós. Adoramos o resultado, a qualidade é excelente, e são entregues em poucas semanas. Vamos sem dúvida voltar para mais. Esperamos que também gostem…

ervas daninhas

Descobrimos a primeira tarefa que não nos agrada nada executar, a semana passada ocorreu na nossa horta a primeira limpeza de ervas daninhas na nossa história. É um trabalho custoso, é demorado, que exige concentração (para não acertar nas couves nem nas alfaces), é cansativo e dá dores nas costas, e acima de tudo desanima pensar que em menos de tempo nenhum elas (as ervas daninhas) vão voltar. No entanto é compensador olhar para trás e ver as filas limpas, e só se ver as culturas que estão plantadas.

Temos que começar a pensar e a testar diferentes coberturas de solo, para tornar o trabalho de controlar as ervas daninhas, mais leve e esporádico.

Ficam aqui duas fotos para verem a diferença.