Fotos e Histórias

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muito mais do que um nome…

E como o prometido é devido, e como tínhamos ficado de contar melhor a história do nome num post próprio, aqui vai então a odisseia.

A nossa intenção não foi diferente de todos os que tentam encontrar o nome ideal para o seu negócio. Todos querem um nome simples, que fique no ouvido, que seja fácil de pronunciar, e que simplesmente só de o ouvir, toda a gente compreenda claramente todas as ideias e conceitos que queremos transmitir e que estiveram na sua construção.

No inicio a tarefa não parecia nada complicada. Pesquisámos um pouco sobre os principios de escolher o nome certo, descobrimos alguns sites interessantes e com boa informação, uns com dicas e regras, e outros com pequenos testes práticos para testar o nome escolhido. Com esta informação toda deitámos mãos à obra, criámos listas de conceitos que queríamos transmitir, listas de palavras que relacionadas com agricultura, produtos hortícolas, biologia, comunidades e coisas que tais, e no final ficámos com listas intermináveis de palavras soltas, e não estávamos mais perto de encontrar um nome que no dissesse alguma coisa. tentámos de tudo: juntar palavras aos pares, colar palavras, tentar resumir conceitos só numa palavra e nada parecia estar a funcionar – alguns pareciam promissores mas não conseguiam agradar às duas cabeças pensantes. A certa altura e já um pouco estafados da tarefa que se tinha revelado mais complicada do que pensávamos, resolvemos parar. Já tínhamos palavras e nomes suficientes e o escolhido teria que sair daquelas listas, porque nenhum de nós conseguia pensar em mais nada (até pedimos aos amigos para darem sugestões). Acabámos por resolver a questão da seguinte maneira: cada um de nós escolheu os dez nomes que mais gostava, ficámos com os que coincidissem e riscámos os outros, e assim ficámos com cinco nomes para pensar, debater e escolher.

como é que se escolhe um nome entre cinco? bem pergunta-se às pessoas que nos rodeiam! e para perceber melhor como é que entendiam os diferentes nomes que tínhamos à escolha, criámos um pequeno questionário. com os cinco nomes em mente, pedimos às pessoas que respondessem às seguintes questões:

– qual dos nomes despertou imediatamente a atenção?

– qual o nome que menos associas à agricultura bio?

– qual dos nomes desperta maior empatia e confiança?

– qual dos nomes transmite mais seriedade?

– se visitasses um mercado, para qual das bancas te dirigias primeiro, só escolhendo pelo nome?

– qual o teu favorito?

A maioria das respostas reduziu-nos a escolha a dois nomes e depois, de um momento para o outro a escolha tornou-se óbvia: CASAL HORTELÃO! Somos nós, de uma ponta à outra – somos um casal, vamos cuidar de uma horta com toda a dedicação e profissionalismo, é um nome simpático, próximo das pessoas e com o qual facilmente nos identificarão. Além disso é um nome forte, distintivo e que transmite confiança. E somos nós! já tinha mencionado?… Claro que uma coisa leva à outra. Com o nome em mente já foi possível começar a idealizar a nossa imagem, a nossa marca, a forma como vamos querer chegar às pessoas e divulgar o nosso trabalho e os nossos produtos.

Muito trabalho, estudo e experiências (por parte de um de nós…) depois, temos uma marca em vias de ser registada e um site em construção, mas a caminho, e onde poderão desde já inserir o vosso e-mail para receberem uma notificação assim que estiver disponível online (www.casal-hortelao.pt).

www.casal-hortelao.pt

Em relação ao logotipo, ainda considerámos pedir a alguém da área do design gráfico que nos ajudasse a desenhá-lo, mas os valores pedidos, ainda que justos, mostraram-se proibitivos para o nosso orçamento inicial. Como já sabíamos o que queríamos, acabámos por idealizá-lo e desenhá-lo, e ficámos muito satisfeitos com o resultado (é o que está no site no canto inferior esquerdo).

Esperamos que as pessoas se identifiquem e nos identifiquem com o nome que escolhemos, e que deu tanto trabalho, mas que achamos que nos assenta que nem uma luva.

Horta e visita técnica

a_horta

garrafoes

DSC_0651

Este é o aspecto das nossas culturas caseiras de momento. Tem chovido e tem feito sol, e a salsa, a rúcola e o cebolo estão verdes e viçosos – mas já são da época passada e a rúcola está a ganhar um gosto picante que não é tão agradável como antes em saladas. Mas pode ainda ser usada para fazer pesto: azeite, folhas de rúcula, nozes, queijo, tudo passado no processador.

Quanto às sementeiras mais recentes, temos o tomate, o manjericão e a camomila já germinados nos garrafões em casa, e o aipo a despontar também. Na rua, nos caixotes, os únicos que já saíram da terra foram os rabanetes (podem vê-los na última foto) – tal como no ano passado foram os primeiros, apesar de este ano terem ido muito mais cedo para a terra.

Entretanto já tivemos a visita de um técnico que nos vai acompanhar neste primeiro ano de instalação no nosso terreno. Para além de recolher amostras de solo para analisar, identificámos algumas plantas espontâneas benéficas, outras bastante indicadoras do tipo de solo com que vamos ter de trabalhar – mas isso fica para outro post. Para já sabemos que o nosso solo retém bastante a água e é sem dúvida argiloso (se pegarmos num pedaço de terra humedecida conseguimos formar um rolo e depois uma argola sem a quebrar). Mas também é escuro, o que pode indicar que terá algum teor de matéria orgânica, que pode estar bem ou mal decomposta. Aguardamos o resultado das análises para sabermos que correcções (se for demasiado alcalino/calcário ou demasiado ácido) teremos de fazer, e que culturas melhor se adequarão a este solo.

Ficámos também com uma lista de plantas indicadas para fazer sebe, adaptadas ao clima mediterrâneo, e que vamos estudar para ver as que se adequam melhor ao nosso espaço. O terreno está orientado a sul, o que é bom, mas está sujeito a ventos de norte e noroeste. Deveremos optar por árvores ou arbustos de folha perene nestas vertentes e poderemos plantar também algumas de folha caduca para as vertentes a sul e a leste. O terreno já tem uma sebe desenvolvida composta por uma planta do género Pittosporum, e que temos andado a limpar porque anos de abandono tornaram-nas demasiado frágeis e sensíveis à força do vento. Posso dizer que as pequenas flores brancas que agora as cobrem têm uma azáfama de abelhões à volta delas por estes dias.

Na lista de tarefas, enquanto não temos o terreno certificado e enquanto a terra ainda está demasiado molhada para entrarem máquinas, constam limpar as valas de drenagem existentes, retirar o máximo de plásticos e pedras que ainda se encontram por todo o lado e… encontrar um rebanho de cabras ou ovelhas disposto a passar uns dias a limpar aquela verdura toda.

A horta está de volta…

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… e aparentemente as lesmas também. Este fim de semana fizemos as sementeiras e os caixotes este ano terão espinafres, beterrabas, aipo, e regressam os rabanetes, as cenouras, o tomate e o manjericão. Voltámos a semear camomila e espero este ano conseguir transplantá-la com sucesso. Em casa, em garrafões, pusemos a camomila, o tomate, o manjericão e o aipo. Directamente nos caixotes colocámos os rabanetes, a beterraba e as cenouras. Mais uma vez tentámos ter em conta as associações de culturas: as beterrabas gostam de ser colocadas perto de aipo ou de cebola ou de alfaces; a cenoura foi colocada junto a cebola (que ainda resiste do ano passado, mas de que só usamos a rama para tempero) e dos rabanetes. Para prevenir a mosca da cenoura deve semear-se junto delas coentros, mas não encontrámos as sementes e por isso ficará para o próximo fim-de-semana. As sementes de espinafre (da Nova Zelândia) foram mergulhadas em água durante 24 horas antes de serem colocadas na terra, e cobertas com ervas secas para proteger o solo e conservar a humidade e o calor. Também plantámos hortelã arrancada com raíz, e que é uma planta que se adapta com bastante facilidade.

Desta vez vamos aplicar-nos mais na monda e no desbaste para que as plantas tenham mais espaço entre elas para crescerem. Os tomateiros só irão para a terra daqui a cerca de um mês. Neste momento temos muito mais sementes e variedades em mãos do que espaço para as plantar a todas. Para já ficaram de fora os nabos, os pimentos, a courgette, a salva (que não medrou no ano passado), as malaguetas, a salsa (apenas porque ainda está viçosa e a produzir), a chicória. Num mês já deveremos ter rabanetes, e nessa altura daremos mais notícias da horta.