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Notícias da Horta

Ora bem, tudo começou no chão da casa-de-banho. Ok, não precisa de começar no chão da casa-de-banho, mas convém fazer as sementeiras num local que seja fácil de limpar. Teríamos feito na rua, mas a chuva não deixou. Dia 8 de Junho de 2010 cortámos garrafões ao meio e enchemos de terra “bio”, fofa, solta e de vermicultura. A vermicultura é um processo de compostagem que utiliza minhocas como mão-de-obra principal – ao longo da sua vida as minhocas “processam” no aparelho digestivo quilos e quilos de terra, enriquecendo-a em azoto e tornando-a mais solta. Em sementeira colocámos tomate, piri-piri, pimento, mengericão, camomila, salva.

A sementeira

Uma semana depois, mais coisa menos coisa já tínhamos uns belos exemplares saídos da terra. É importante colocar as sementeiras em locais com muita luz (por baixo de uma janela, por exemplo), embora haja quem tenha luzes fluorescentes sempre ligadas para ajudar na germinação. No nosso caso, tivemos apenas o cuidado de abrir a janela de vez em quando para renovação do ar e também mantivemos sempre a terra húmida: calor + humidade = germinação.

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Enquanto isso, no quintal, depois de construído o caixote, faltava enche-lo. Misturámos cerca de 110L de terra mais-para-o-argiloso com 110L de terra mais-para-o-arenoso e 75L de terra vermicompostada. No fundo, rochas e pedras para ajudar na drenagem, tela para ajudar a reter a terra e evitar que ela desapareça pelos furos do caixote.

Horta_sequencia

Ficámos surpreendidos com a rapidez com que algumas coisas germinaram nos garrafões. Os tomates foram os primeiros, ao fim de 3 ou 4 dias já se viam pequenos fios verdes a tentar romper a terra. Os piri-piris e os pimentos foram os que demoraram mais, talvez duas semanas. Ao fim de um mês e uma semana transplantaram-se os tomates com mangericão porque são uma boa consociação, ou seja, o mangericão “protege” o tomate de algumas doenças e o tomate “dá abrigo” ao manjericão. Os piri-piris e os pimentos também foram para novos vasos e estão bem pegados, apesar de serem plantas para as quais vamos ter de ter paciência porque são de crescimento lento.

Transplantar tomate

A camomila foi fazer companhia a dois girassóis e uma courgette num vaso que já tinha uma figueira meio adoentada. Está tudo pegado e a crescer. Por falar em courgetes… Num mês ficaram assim:

Courgette

Pela mesma altura das transplantações, colheram-se os primeiros rabanetes e chicórias, ambos já enormes. Não somos consumidores habituais de nenhum destes vegetais, por isso vamos ter de puxar pela imaginação para conseguirmos consumi-los em tempo útil e sem desperdícios. Bon apetit!

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