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nomes…

quem diria que escolher um nome para a nossa empresa ia ser tão difícil, uma tarefa monumental que não parece ter fim à vista.

chegámos a um ponto em que estamos mesmo, mesmo, mesmo prontos para arrancar, já temos contactos feitos, orçamentos apresentados, e prazos para por as coisas a mexer, mas estamos empancados (não sei se a palavra existe), com o nome, é que precisamos do nome para dar inicio ao processo de criação da empresa.

certamente vamos chegar lá, só não estávamos à espera que desse tanta luta. para nós é tão simples a ideia que queremos passar, produzimos alimentos bons, saudáveis e seguros e queremos envolver toda a gente nesse processo, agora passar esta mensagem para um nome curto e de fácil compreensão é que está a ser difícil.

bem, assim que nos resolvermos damos noticias ;)

Novidades!

terreno_e_galochas

Galochas novas nos pés só podem querer dizer uma coisa… encontrámos um terreno! Finalmente. Não são dois hectares e meio, mas é mais do que o suficiente para começar, aos poucos. E porque somos só dois. Por enquanto é uma tela em branco cheia de mato, mas tem um furo e luz que temos de reactivar. Temos tanto trabalho pela frente! Primeiro vamos pedir a uma certificadora acreditada em Agricultura Biológica para lá ir e só depois podemos começar a limpar e a planear os próximos passos.

Tomates verdes… em pickle

A nossa horta verde ficou verde. Ponto. O sol quente e constante não voltou desde que começou o Outono e os tomates nunca chegaram a amadurecer e a ganhar aquela cor vermelha e suculenta pela qual esperámos todo o verão. Foram semeados tarde e foram tarde para a terra, e duas semanas teriam feito toda a diferença – lição aprendida.

Ainda assim, estava a custar deitar aqueles tomates todos fora (quem me conhece sabe que não consigo deitar comida fora sem aproveitar tudo). Por isso, depois de uma breve pesquisa na net encontrei uma receita de pickles de tomate verde e que serve precisamente para aproveitar estes cultivares que não chegam a amadurecer. Vinagre, água, sal, dentes de alho, folhas de louro e malaguetas e… voilá, pickles PICANTES de tomate verde. A malagueta é desnecessária para quem, como eu, não aprecia comida picante…

Basic RGB

DSC_0080

PS – Parece que está para breve… sim, um terreno, pequenino, mais ou menos perto de casa… notícias em breve, em breve…

os verdes…

tomates verdes

os nossos verdes são mesmo verdes, neste momento temos uma horta que só tem verdes, temos tomates verdes, malaguetas verdes, pimentos verdes e feijão verde.

verdade seja dita que possivelmente será a única cor que vão ter, uma vez que as plantas foram para os vasos já bastante tarde na temporada, os tomates precisavam de pelo menos mais duas semanas de sol forte, mas isso é coisa que já não volta este ano.

uma coisa pelo menos já aprendemos, e afinal é para isso que serve a nossa pequena horta, para aprendermos o que conseguirmos. bem, voltando ao que aprendemos, as plantas têm uma altura certa para ir para a terra, e cumprir esses tempos é importante na agricultura porque podemos plantar tudo e depois não chegarmos a colher nada porque lhes faltou umas semanas de sol.

mas que os vegetais ficam bem verdes, lá isso ficam ;)

Remodelações na horta

Foi a muito custo que o fizemos mas teve de ser… arrancámos as chicórias e as cenouras. Cenouras baby (porque as apanhámos claramente antes de tempo) e chicórias enchem-nos agora o frigorífico e fazem parte de todas ou quase todas as refeições. Foi necessário afastar o caixote da parede onde estava encostado, para evitar a acumulação de humidade e facilitar o acesso. A questão é que quase 300 litros de terra não são fáceis de mover e por isso tivemos de retirar metade da terra (e do conteúdo) e recorrer a cordas para mover o caixote. A boa notícia é que já temos um segundo caixote pronto a receber novas plantas! A segunda boa notícia é que encontrámos uma (uma!) minhoca no caixote, o que é sinal de que havia nele condições favoráveis à sua actividade “melhoradora” do solo. A má notícia é que as cenouras estavam CHEIAS de lagartinhas verdes. Duvido que estivessem só a tomar conta delas…

arrancar_cenouras

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Bem, como disse no início, neste momento já temos dois caixotes de 1m x 1m. Na terra de um deles – o primeiro – ainda temos cebolinho e no lugar dos rabanetes plantámos entretanto tomateiros e manjericão. Ainda vamos pensar no que vamos colocar a seguir nestes caixotes (quase) vazios. Talvez rúcula. Feijão. Para tudo o resto a época da sementeira já passou, infelizmente. Beterrabas, courgettes, nabos – devia ter ido tudo para a terra até ao início de Julho.

Os 4 tomateiros do vaso estão ENORMES. Só lhes estamos a pôr água e já têm mais de meio metro de altura e folhas enormes, quase mutantes… mas já se vêm os botões das flores, por isso façam figas.

A courgette apanhou míldeo (ou oídeo?). Seja como for é um fungo que forma uma fina camada de “pó” branco nas folhas, que agora estão secas e amarelas. Seguindo a sugestão da Gayla Trail – a mais genial expert das hortas urbanas – pulverizámos as folhas novas (e ainda saudáveis) com leite diluído e esperamos que resulte. De qualquer forma, não resistimos e colhemos meia dúzia de flores, que  recheámos com pão, alho e manjericão da horta, e fritámos ao estilo de filetes para o almoço de domingo – uma maravilha! Das cenouras aproveitámos a rama, e vamos experimentá-la nas sopas.

cenouras
PS – Vamos esta semana visitar mais um terreno potencial… será desta?

Rabanetes!

noveemeia_horta

e não só…

rabanetes_e_nao_so

Notícias da Horta

Ora bem, tudo começou no chão da casa-de-banho. Ok, não precisa de começar no chão da casa-de-banho, mas convém fazer as sementeiras num local que seja fácil de limpar. Teríamos feito na rua, mas a chuva não deixou. Dia 8 de Junho de 2010 cortámos garrafões ao meio e enchemos de terra “bio”, fofa, solta e de vermicultura. A vermicultura é um processo de compostagem que utiliza minhocas como mão-de-obra principal – ao longo da sua vida as minhocas “processam” no aparelho digestivo quilos e quilos de terra, enriquecendo-a em azoto e tornando-a mais solta. Em sementeira colocámos tomate, piri-piri, pimento, mengericão, camomila, salva.

A sementeira

Uma semana depois, mais coisa menos coisa já tínhamos uns belos exemplares saídos da terra. É importante colocar as sementeiras em locais com muita luz (por baixo de uma janela, por exemplo), embora haja quem tenha luzes fluorescentes sempre ligadas para ajudar na germinação. No nosso caso, tivemos apenas o cuidado de abrir a janela de vez em quando para renovação do ar e também mantivemos sempre a terra húmida: calor + humidade = germinação.

DSC_0046

Enquanto isso, no quintal, depois de construído o caixote, faltava enche-lo. Misturámos cerca de 110L de terra mais-para-o-argiloso com 110L de terra mais-para-o-arenoso e 75L de terra vermicompostada. No fundo, rochas e pedras para ajudar na drenagem, tela para ajudar a reter a terra e evitar que ela desapareça pelos furos do caixote.

Horta_sequencia

Ficámos surpreendidos com a rapidez com que algumas coisas germinaram nos garrafões. Os tomates foram os primeiros, ao fim de 3 ou 4 dias já se viam pequenos fios verdes a tentar romper a terra. Os piri-piris e os pimentos foram os que demoraram mais, talvez duas semanas. Ao fim de um mês e uma semana transplantaram-se os tomates com mangericão porque são uma boa consociação, ou seja, o mangericão “protege” o tomate de algumas doenças e o tomate “dá abrigo” ao manjericão. Os piri-piris e os pimentos também foram para novos vasos e estão bem pegados, apesar de serem plantas para as quais vamos ter de ter paciência porque são de crescimento lento.

Transplantar tomate

A camomila foi fazer companhia a dois girassóis e uma courgette num vaso que já tinha uma figueira meio adoentada. Está tudo pegado e a crescer. Por falar em courgetes… Num mês ficaram assim:

Courgette

Pela mesma altura das transplantações, colheram-se os primeiros rabanetes e chicórias, ambos já enormes. Não somos consumidores habituais de nenhum destes vegetais, por isso vamos ter de puxar pela imaginação para conseguirmos consumi-los em tempo útil e sem desperdícios. Bon apetit!

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horta nas traseiras

encontrar o terreno ideal está a revelar-se uma tarefa mais difícil do que estávamos à espera, e o que é mais desmotivador é que é mesmo só o que nos falta, mas entretanto para enganar a desmotivação e começar-mos a meter as mãos na terra, e saber se realmente temos os tão famosos “dedos verdes”, resolvemos construir uma pequena horta urbana nas nossas traseiras.

uma vez que nem nas traseiras temos terra tivemos que recorrer ao engenho, construímos um caixote e juntamos alguns vasos mais largos para podermos começar as nossas plantações. como não podia deixar de ser, fartámos-nos de ver sites sobre hortas caseiras, e até arranjamos um livro, muito bom por sinal, ensina tudo, até a fazer conservas.

arranjámos as madeiras com um amigo que ia deitar uma estante fora, a ferramenta de corte foi emprestada por outro camarada (é bom ver que de certa maneira o nosso primeiro projecto começa já a movimentar as pessoas à nossa volta), a terra veio de terrenos da família, compramos sementes, algumas bio e outras nem por isso, uns quantos pregos, rede, e tinta, as pedras para o fundo do caixote já cá moravam no quintal. já está tudo montado e pintado, só falta encher de terra e começar a plantar, quando fizermos as sementeiras caseiras damos mais noticias. o caixote da foto tem 1 metro de lado e 0,35 de altura.

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Mercados Bio

Este sábado visitámos o mercado de agricultura biológica de Cascais, uma das mais recentes adesões aos mercados bio promovidos pelas câmaras municipais e pela agrobio, neste caso na região de Lisboa. A surpresa foi agradável (as fotos virão mais logo!). Não pelas bancas de vendedores que, como habitualmente nestes mercados, não ultrapassam as 5 ou 6, mas pelo espaço em si e que ainda não conhecíamos. O Parque Marechal Carmona é bastante grande e “arrumado”, com áreas de relvado, parque de crianças, zona de jogos tradicionais (!), biblioteca, e – imagine-se – pavões, pelos passeios, pelas árvores, a soltar gritos inesperados a lembrar-nos de tempos idos de visitas ao Zoo aos domingos à tarde.

O dia estava solarengo e quente e vimos-nos imediatamente transportados para um dia num futuro não muito distante (assim o esperamos) em que também nós ali estaremos, a oferecer sorridentes e felizes os produtos que na véspera colhemos com as nossas próprias mãos.

Entretanto a procura de terreno continua. Estivemos tão perto de encontrar o nosso cantinho! E por uns tempos (e também por falta deles disponíveis) o ânimo esmoreceu – mas não morreu: está de volta.

A ter em atenção para a próxima: 1) certificarmos-nos de TUDO E MAIS ALGUMA COISA (principalmente se o terreno já estiver parcialmente ocupado com animais, porque a redução do seu espaço para ocupação com agricultura pode não ser permitido se as cotas animais por área estiverem à justa); 2) ser contido na quantidade de análises ao solo que mandamos para o laboratório sem que o ponto 1) esteja completamente tratado…

E também já percebemos que vamos ter de ir por esses cafés e lojas de sintra perguntar, cara-a-cara, quem tem terrenos que queira ver bem tratados e produtivos outra vez, como nos velhos tempos.

minhocas

Quando se está no inicio as coisas parece que não andam, que demoram séculos a serem feitas, e as semanas passam a correr sem que pareça que algo foi feito. Na verdade não é bem assim, e temos as coisas mesmo mesmo prontas a arrancar.

Já andamos à procura de terra onde assentar o nosso modo de vida há algum tempo, e as coisas estão mais ou menos bem encaminhadas. Encontrámos um bom pedaço, entrámos em conversações com o proprietário, recolhemos informações junto de organismos de certificação e controlo, e também para acompanhamento técnico (sim, porque na verdade não sabemos nada disto), e até já recolhemos solo para amostras.

Não há melhor indicador para um bom solo do que a presença de organismos vivos a circular à vontade, fartámos-nos de encontrar minhocas, e com um aspecto bastante saudáveis.

minhoca